domingo, 8 de julho de 2012

A viagem

A ansiedade perturba-me o sono. Como que uma bola animada; o meu peito assim reage perante o desconhecido, o novo. A mil à hora a mente vagueia tentando adivinhar o que aí vem, tecendo planos, histórias, ideias, projectos, objectivos. Mas o que irá acontecer, está nas mãos dos deuses. Assim será.

De mente, espirito e corpo aberto, aqui vou. Inicia-se a viagem.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A turma

Os sonhos na escola começam. Os percursos que vão tomar, os objectivos que querem alcançar, a vida que desejam ter. Crianças com caminhos promissores e cheios de possibilidades e potencialidades à sua frente.

No entanto, por vezes algo acontece e tropeçam nesta estrada. Os motivos? Esses não interessam para os demais. Estas mentes jovens de quem tudo se esperava são automaticamente classificados como os indesejados, os restantes, os falhados. De génios passam para corrompidos, e postos de parte, como se de alguma doença padecessem que danificasse aqueles que de nenhum mal sofrem. As crianças puras.

Mas também estes são crianças. Crianças que esperam, e precisam, de uma formação. Crianças que desejam ser incentivadas e saber que nelas acreditam.
Mas educação falha, e desiste de quem mais precisa. Mas a escola desinteressa-se, e determina os futuros alheios. Mas os educadores desaparecem, e procuram atalhos fáceis.

Atalhos fáceis para uns, trilhos dificultados para outros. Uma palavra de força bastaria. Mas aqueles que a deviam de dar definem quem neles acredita como um marginal. E como marginal, é deixado para trás.

As crianças são o futuro de amanhã. Que amanhã (lhes) estão a criar?

domingo, 15 de janeiro de 2012

pés na terra, sonhos no céu

Arrogância desmesurada que têm estes humanos. A sua vida fazem achando-se inatingíveis e superiores a tudo – mesmo que não o pronunciem em voz alta, sabe-se lá quem os poderá ouvir.
Deuses!, intitulam-se, rodeados de comuns mortais comuns.

Até que algo os faz sair dos céus e ferirem-se na terra onde andam. E aí, apercebem-se que a perfeição só aos verdadeiros deuses pertence. A nós, apenas nos cabe aspira-la…
E assim, a uma velocidade ameaçadora, declinam do paraíso para o inferno da sua verdadeira condição. O inatingível é substituído por tristeza e a superioridade pela falta de coragem de sair do pequeno seguro espaço.

Mas mortalidades comuns à parte, é preciso continuar a sonhar, a sonhar alto, mesmo com o perigo de cair. Afinal, são os sonhos que movem, e mudam, o mundo. Nem que seja o nosso.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Definições castradoras

Pouca coisa há de mais livre que a tinta da caneta a marcar o papel à medida que a ideia já muito pensada se torna possível de expressão. Esquece-se o método determinado, as palavras certas, temas apropriados, o objectivo concreto. Afinal, para quem se escreve se não para nós, e porque se escreve se não por nós?
Egoísta pensar, mas escrever é a necessidade, a necessidade é escrever. Repito-me, é preciso libertar demónios, esse é o objectivo, não criar novos. O tema é a libertação da alma. As palavras bonitas são enganadoras da verdade, máscaras do sentimento. O método único é limitante na expressão dos pensamentos, obrigando à transformação destes em sensações que nunca o foram.
Sei-o bem, sei tudo isto. Porque insisto então em ser meu próprio inimigo? Escrevo porque preciso e ao escrever crio angústias para o ter de fazer. Mente complicada, ciclo frustrante. Mas volta-se a escrever, até se conseguir perceber.